SEMAM discute projeto de implantação de viveiro de plantas medicinais

As plantas medicinais se configuram como um recurso tradicionalmente utilizado pela população no tratamento de diversos problemas de saúde.  Considerando a importância de disseminar ainda mais essa prática, regulamentada pela Anvisa, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM) esteve reunida, na tarde de ontem (08), com profissionais de saúde e representantes de comunidades tradicionais para discutir sobre a implantação de um viveiro de plantas medicinais na capital.

“Esse projeto deve ser construído e desenvolvido com base em saber tradicional e científico, por isso envolvemos pessoas de comunidades tradicionais, que vão contribuir com a transmissão de seu conhecimento popular, e da área da saúde, que possuem formação acadêmica e entendem de práticas da medicina alternativa”, explica o secretário da Semam, Olavo Braz.

Dentre os participantes estiveram integrantes de terreiros de religiões de matriz africana de Teresina, como Mãe Ruthneia de Iansã e Pai Rondinele de Oxum, representando esse povo que detém valioso conhecimento tradicional sobre o uso e conservação da diversidade vegetal.

“Essa é uma luta que vem acontecendo há alguns anos. Fico feliz que essa discussão tenha sido reforçada. Temos que pensar em algo de qualidade, que, além do viveiro, possa envolver a formação técnica sobre o uso de plantas medicinais”, destaca Pai Rondinele.

Os profissionais de saúde enriqueceram o debate com a sugestão de incluir nesse projeto outras práticas integrativas e complementares. “A intenção é também envolver outras práticas, a exemplo da biodança, terapia comunitária e práticas corporais chinesas”, pontua a acupunturista Sandra Helena.

A ideia inicial é que o viveiro de plantas seja criado no Parque da Cidade, na zona Norte de Teresina, podendo ser descentralizado e implantado em terreiros da capital, com a intenção de fortalecer ainda mais essa prática nas comunidades.

Semam vai expandir projeto Caravana Ambiental

Crianças e jovens que fazem parte de escolas bíblicas dominicais e de grupos de catequese da Igreja Católica serão também atendidos pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), com o projeto Caravana Ambiental.

O NEA já executa ações junto a creches, escolas municipais e eventos nos bairros com a participação da comunidade. Com o projeto  Caravana Ambiental as crianças são estimuladas a desenvolverem hábitos de preservação da natureza. As atividades são lúdicas com contadores de estórias e artistas circenses da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FMC).

O secretário da SEMAM, Olavo Braz, explica que desde o ano passado foram estabelecidas prioridades para atender  crianças e adolescentes. “Estão em fase de formação e percebemos a aceitação, a empolgação e desejo de melhorar cada vez mais a nossa cidade”, fala.

Outra vertente das ações é em relação aos pássaros com atividades tendo como símbolo a jandaia sol, que é considerada símbolo da cidade, e as crianças aprendem a importância das aves e reprodução das espécies.

Olavo Braz destaca as ações junto ao meio ambiente com a necessidade de cumprimento da lei municipal 3.508/2006 (poluição sonora) e que tem sido intensificada com o projeto Teresina Protege, que é realizado na região do programa Lagoas do Norte, em parceria com a SEMCASPI e outros órgãos públicos. “É feita a abordagem educativa, mas também é possível ter punição em caso de descumprimento”, diz.

São também ações permanentes os cuidados com a retirada de aguapés dos rios e para evitar incêndios. “Vamos intensificar ações na zona rural com orientações ao produtores rurais que ainda necessitam fazer queimadas”, diz.

O gerente do Núcleo de Educação Ambiental da SEMAM, Claudio Zumbi, ressalta que pelo telefone 190 as pessoas podem solicitar atendimento nas questões de descumprimento em relação à poluição sonora.

Semam realizou serviços ambientais no Teresina em Ação

O público do Teresina em Ação, realizado no sábado (07),  na praça do bairro Anita Ferraz, na zona Leste, teve acesso a mais de 100 serviços em diversas áreas, dentre elas o meio ambiente. Oficinas de pintura, brincadeiras com uso de jogos educativos, entrega de mudas de plantas e materiais informativos foram algumas das atividades e serviços levados à comunidade pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam).

 

O trabalho foi desenvolvido pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Semam, que buscou sensibilizar a população, de múltiplas  formas, sobre temáticas ligadas ao meio ambiente, a exemplo da proteção da nossa fauna e flora.

A criançada que passou pelo stand participou de momentos recheados de ludicidade, educação e arte. Na oficina de grafite, comandada pelo artista conhecido como Alemão, integrante do movimento Hip Hop Brasil, os pequenos foram envolvidos na pintura de uma tela retratando a Jandaia Sol, ave símbolo de Teresina.

A pequena Letycia Gomes, de apenas 7 anos, teve seu primeiro contato com essa vertente da arte durante o Teresina em Ação. “Eu gostei muito de ter participado do grafite, de ter pintado o desenho. Nunca tinha feito isso e achei legal, e não sabia que pássaro era esse, mas agora já sei qual é e que a gente não pode prender”, conta a menina, que também participou de outra oficina de pintura e ainda se divertiu com o jogo Trilha da Liberdade, que ensina sobre a preservação de animais silvestres.

 

Para o secretário da Semam, Olavo Braz, essa maior aproximação da Prefeitura de Teresina com as comunidades proporciona resultados positivos para ambos os lados. “A população sai ganhando quando recebe esse tipo de projeto, que proporciona mais cidadania e comodidade, mas a gestão pública também ganha. A Semam, por exemplo, encontra em espaços como esse uma forma de alcançar bons resultados quando o assunto é educação ambiental”, explica o gestor.

 

O “Teresina em Ação” é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a TV Clube. Através de espaços públicos, o evento leva, mensalmente, dezenas atividades e serviços para os teresinenses. Para isto, conta com o engajamento de diversos órgãos que compõe a gestão pública municipal e de outros parceiros

Caravana Ambiental leva mais conhecimento para crianças do CMEI Tia Mônica

Os pequenos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Tia Mônica, localizado no bairro São Joaquim, zona norte de Teresina, aprenderam, na manhã de hoje (23), um pouco mais sobre a necessidade de preservar o meio ambiente. O momento educativo foi proporcionado pela Caravana Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam). A intenção foi, também, promover atividades para lembrar o Dia Mundial da Água, celebrado ontem, 22, e Dia Regional da Árvore, comemorado neste sábado (24).

O Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da pasta buscou plantar o conhecimento de uma forma bem lúdica, sempre estimulando o campo fértil da mente da garotada, através de jogos educativos, pintura de rosto, exibição de vídeo, pintura de desenhos e outras atividades recheadas de diversão.

Um dos joguinhos utilizados foi a Trilha da Liberdade, que ensinou a garotada que os animais precisam viver livres na natureza. A pequena Luma Rafaelly, de apenas 5 anos, conta que aprendeu mais sobre como ajudar a cuidar do meio ambiente. “Eu gostei muito de tudo que me ensinaram hoje, me diverti. Eu já sei que não podemos maltratar os bichinhos e que precisamos cuidar das nossas árvores e dos rios”, disse a estudante do CMEI, que se manteve atenta e participava durante as atividades promovidas pela caravana.

De acordo com secretário da Semam, Olavo Braz, para que pensamentos assim sejam multiplicados, o órgão tem dado uma atenção especial aos projetos e ações de educação ambiental, sobretudo, voltados para crianças. “As crianças são mais facilmente sensibilizadas e levam o que aprendem para casa, auxiliando também na mudança de comportamento das pessoas do seu convívio. Elas são sementes que vão se desenvolvendo e contribuindo com a formação de uma sociedade com um olhar mais sensível para o meio ambiente”, destaca o gestor.

Os pais dos alunos também foram envolvidos e receberam mudas de plantas frutíferas e nativas, além de terem acesso a diversas informações relacionadas ao meio ambiente através de folders educativos.

Brevemente, outras unidades de ensino infantil assistidas pelo município receberão atividades organizadas pela Caravana Ambiental da Semam.

Semam discute sobre descarte do óleo de fritura usado no Shopping da Cidade

Os empreendedores da Praça de Alimentação do Shopping da Cidade foram sensibilizados e alertados, na tarde de ontem (19), sobre a importância da destinação adequada do óleo vegetal saturado, popularmente conhecido como óleo de fritura ou óleo de cozinha, resíduo que pode causar danos ao meio ambiente se descartado de forma incorreta. O assunto foi levado aos permissionários pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), que pretende formatar parceria com uma empresa especializada na coleta e reciclagem desse material.

A empresa em questão atua na capital desde 2016, mas é uma das pioneiras no Nordeste na coleta desse tipo de resíduo, atendendo a mais de 530 empreendedores do setor gastronômico somente em Teresina, a exemplo de restaurantes, bares, pubs, supermercados e shoppings.

A intenção, com essa parceria, é buscar atender empreendedores como os do Shopping da Cidade e de mercados públicos da capital, já que são grandes consumidores de óleo vegetal na preparação de alimentos. Nesse sentido, a Semam vai trabalhar fiscalizando e orientando os estabelecimentos cadastrados junto à empresa.

“Além do aspecto ambiental, já que o óleo usado não vai ser jogado pelo ralo e, consequentemente, poluir nossos rios, tem também o benefício financeiro para os empreendedores, pois a empresa pagará por cada litro de óleo recolhido. E mais: o óleo despejado indevidamente causa entupimento dos canos, trazendo mais prejuízos para os comerciantes, que precisam gastar para resolver esse problema. Todos só têm a ganhar com a parceria”, pontua o secretário da Semam, Olavo Braz, acrescentando que o órgão já vai iniciar o trabalho de levantamento da quantidade de óleo descartado por empreendedor do Shopping da Cidade.

A administradora do Shopping da Cidade, Inês Lopes, considera essa iniciativa muito válida. “Acho essa iniciativa louvável e necessária. O descarte incorreto do óleo de cozinha traz problemas que podem ser facilmente evitados pelos empreendedores, bastando apenas uma mudança de atitude, o que pode trazer uma série de benefícios coletivos. Por isso vamos buscar envolver todos os permissionários da Praça de Alimentação do Shopping, para que eles também sejam multiplicadores dessa boa prática, servindo de exemplo para mais pessoas”, destaca.

Segundo o gerente comercial da empresa especializada, Jefferson Sales, além de contribuir com o meio ambiente, o óleo de fritura poder ser reciclado e reutilizado e também revendido, garantindo emprego e renda para várias famílias. “A empresa também fornece, mensalmente, certificado ou declaração ao cliente, atestando que ele contribui com esse trabalho de dar a destinação adequada ao óleo que ele utiliza na preparação dos alimentos”, destaca ele.

Ao se cadastrar, o estabelecimento recebe um ou mais tambores com a capacidade de 50 litros cada, equipado com tampa antivazamento, com borracha de vedação e lacre para evitar derramamento e sujeiras indesejadas. Além disso, no ato troca de recipientes cheios por vazios, a empresa se responsabiliza por entregar tambores higienizados ao empreendedor.

Grupo Matizes faz plantio de 50 ipês no Complexo da Ponte Estaiada

O Matizes, grupo responsável pela organização da Parada da Diversidade, realizou, no fim da tarde de ontem (07), o plantio de 50 ipês no Complexo da Ponte Estaiada. A inserção dessas mudas de árvores se configura como uma medida compensatória pela realização da última edição do evento, ocorrido em 2017. Na oportunidade, o grupo homenageou pessoas que têm ou tiveram uma atuação significativa em defesa dos direitos dos LGBTTs. Tudo aconteceu sob o som dos tambores do Grupo Afro Ijexá.

A ação foi forma de dar cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que determinou o plantio de quinze mudas de árvores, mas com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam) esse número foi ampliado, com a intenção de contribuir ainda mais com o conforto ambiental e embelezamento daquela área, onde, habitualmente, acontece a Parada da Diversidade.

Além desse apoio, a Semam ficou responsável por fazer as devidas orientações e o acompanhamento dessa compensação ambiental, trabalho também estabelecido no referido TAC.

Segundo a coordenadora do Matizes, Marinalva Santana, essa medida foi cumprida com muita alegria e sem sentimento de obrigação, já que grupo também atua em defesa do meio ambiente. “Fizemos esse plantio de bom grado e sem nos sentirmos obrigados a isso. Na verdade, o Matizes também atua nessa questão da sustentabilidade, que inclusive já foi tema de uma das edições da Parada da Diversidade. Além disso, temos uma parceria frutífera com a Apipa. Então essa ação foi uma forma de reafirmarmos o nosso compromisso com a causa ambiental”, pontua.

De acordo com o secretário da Semam, Olavo Braz, o órgão vem orientando e acompanhando todas as compensações ambientais que são determinadas, sejam pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ou pela pasta. “Para nós, é gratificante ver uma organização como o Matizes mostrando seu compromisso com o meio ambiente. Assim como fizemos com eles, dando apoio e orientando, fazemos com outras compensações que são exigidas, sejam aquelas estabelecidas pelo MPPI ou pela Semam”, afirma o gestor.

13 pessoas foram homenageadas

A ação, nomeada pelo Grupo Matizes de “Preservar o meio ambiente faz a diferença”, também foi uma forma de homenagear pessoas que fazem ou fizeram a diferença nas lutas levantadas pelo movimento LGBTTs.

Uma dessas pessoas foi Júnior Araújo (in memorian), idealizador do Coletivo Salve Rainha Café Sobrenatural, que recebeu, em sua homenagem, o plantio de 20 ipês brancos. O médico Noronha Filho e as travestis Makelly Castro e Savana Vougue também receberam essa homenagem póstuma.

Outros nomes homenageados foram: Andrea Cronemberger Rufino, Carolina Magalhães Fortes, Bárbara Melo, Fábio Novo, Sônia Terra, Monique Alves, Grupo Afro Ijexá (Gardênia de Carvalho), Solimar Oliveira e Antônia Aguiar.

Compensação ambiental da 16ª Parada da Diversidade acontece amanhã (07)

O Grupo Matizes, responsável pela organização da Parada da Diversidade, realiza amanhã (07), às 17h, no Complexo da Ponte Estaiada, a compensação ambiental pela realização da última edição do evento. A medida consistirá no plantio de quinze mudas de ipês de cores variadas, que também serão inseridas em homenagem a pessoas que contribuem ou contribuíram na luta pelos direitos dos LGBTTs.

A ação é uma forma de dar cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que determina a inserção dessa quantidade de mudas de árvores.

Nesse processo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam) ficou responsável por fazer as devidas orientações e o acompanhamento da medida compensatória. Mas, além disso, também contribuirá com o plantio de mais 35 mudas de ipês.

O ação foi nomeada pelo grupo de “Preservar o meio ambiente faz a diferença”. Segundo uma das coordenadoras do Matizes, Carmem Ribeiro, o momento contará com uma apresentação do Grupo Afro Ijexá. “Também faremos a apresentação das pessoas que serão homenageadas, destacando a importância delas”, disse, acrescentando que o compromisso com o meio ambiente também é papel do Grupo Matizes.

Segundo o secretário da Semam, Olavo Braz, o órgão tem buscado acompanhar minuciosamente as compensações ambientais que são determinadas, sejam pela própria secretaria ou pelo MPPI. “Estamos atentos para cumprir com as exigências estabelecidas pela legislação ambiental. Em cada compensação dessas, os responsáveis assinam um termo. Tudo fica registrado, para consequentemente elaborarmos o devido relatório. No caso do grupo Matizes, encaminharmos esse documento ao MPPI”, explica o gestor.

 

PESSOAS QUE SERÃO HOMENAGEADAS:

Andrea Cronemberger Rufino

Carolina Magalhães Fortes

Bárbara Melo

Fábio Novo

Sônia Terra

Monique Alves

Grupo Afro Ijexá

Solimar Oliveira

Antônia Aguiar

 

(In Memorian)

Júnior Araujo

Noronha Filho

Makelly Castro

Savana Vougue

Semam distribui 500 mudas de plantas e material educativo em assentamento da zona Norte

Na manhã de hoje (24), as famílias que residem na Ecovila Dandara dos Cocais, localizada nas proximidades do Residencial Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina, participaram de uma atividade voltada para distribuição de 500 mudas de plantas e material educativo sobre diversas temáticas ambientais. A ação, articulada pela Associação de Moradores Zumbi dos Palmares, entidade representativa dos moradores do assentamento, contou com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), através do Núcleo de Educação Ambiental (NEA).

Durante a atividade, os moradores iniciaram o plantio das mudas de cajueiro, espécie frutífera que também contribuirá com a sustentabilidade econômica das famílias residentes naquela ocupação.

As árvores entregues à comunidade serão inseridas na área do assentamento como forma de compensação ambiental, sendo resultado de uma medida compensatória estabelecida pelo órgão municipal a uma construtora que está implantando um loteamento naquela região.

O secretário executivo da Semam, Claudinei Feitosa, explica que os empreendedores do setor da construção civil têm tido a preocupação em cumprir com as medidas de reposição de vegetação e que o órgão tem supervisionando cada uma dessas determinações.

“Uma empresa que está instalando um loteamento nessa região foi chamada pela Semam para compensar as árvores retiradas para a instalação do empreendimento residencial. Neste caso, a gente uniu o útil ao agradável, determinando que essas árvores, entregues pela construtora a Semam, fossem destinadas ao assentamento Dandara dos Cocais, que fica próximo ao loteamento em questão e que possui um projeto de produção de caju”, esclarece.

“Essas mudas vão contribuir bastante com um projeto nosso chamado Teia Produtiva,  que é um projeto de produção bem maior que estamos pretendendo desenvolver com as famílias que moram nessa comunidade. Ficamos muito felizes pela Semam ter atendido essa solicitação, feita oficialmente pela Obra Kolping no Piauí. A Secretaria tem sido sensível às nossas causas, sempre procurando nos apoiar e acompanhar”, destaca Anísia Teixeira, uma das lideranças comunitárias envolvidas na realização da atividade.

Poda ou corte de árvores situadas em espaços públicos ou privados requer autorização

Na capital, o procedimento de poda ou remoção de árvores, situadas em espaços públicos ou privados, está condicionado a autorização emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam). A medida é assegurada pela Lei Municipal 2.798/1999, que dispõe sobre a regulamentação e monitoramento da vegetação arbórea na zona urbana de Teresina. A solicitação desse serviço deve feita na sede do órgão, localizado na Avenida Duque de Caxias, 3520, bairro Primavera (Parque da Cidade).

Ao se direcionar à Semam, o requerente preenche uma ficha no protocolo do órgão, necessária para abertura do processo. Em seguida, o processo é encaminhado ao setor de monitoramento, que designa um fiscal para realizar uma vistoria técnica, a fim de constatar se é necessário fazer o serviço de poda ou supressão.

Após autorizado, no caso específico de espaços públicos, o trabalho de retirada ou podagem de árvores é executado pelas Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs), através das suas Gerências de Serviços Urbanos (GSUs).

Em áreas privadas, o serviço é de responsabilidade do proprietário do imóvel, ficando a cargo da Semam emitir a autorização, a qual sujeita o cumprimento de medida compensatória, com o plantio de uma determinada quantidade de árvores em local a ser estabelecido. No caso de retirada de árvores nativas, deverá ser feito o replantio no mesmo imóvel ou a doação ao Município de quatro mudas de espécies recomendadas pela Semam.

O secretário da Semam, Olavo Braz, pontua que quando realizado sem a devida autorização, o procedimento de poda ou retirada de árvores está sujeito a penalidades, que variam de acordo com os fatores agravantes.

Segundo o biólogo do órgão, Paulo César Ribeiro, um dos técnicos responsáveis pelo trabalho de análise de árvores, o procedimento de poda, por exemplo, tem diversas finalidades. “Ao fazer a vistoria, constatamos se é necessário fazer a poda ou o corte da árvore. Uma das finalidades da poda, por exemplo, é fazer a condução da árvore, ou seja, fazer com que ela se mantenha com uma estrutura adequada, que cresça sem colocar em risco a segurança de pessoas ou bens. Existe também a poda de manutenção, que tem como um dos objetivos a eliminação de galhos secos”, explica, destacando que o corte é autorizado somente quando a árvore está sem vida, com risco iminente de acidentes ou quando existe a necessidade de construção no local.

Em alguns casos, autorização pode ser avaliada por outros órgãos

O secretário Olavo Braz explica que no caso de retirada de árvores tombadas, ou seja, aquelas que são centenárias ou se aproximam disto, é necessário que o processo de autorização também seja submetido à avaliação do Ibama e Iphan.

“Além desses órgãos, também procuramos informar ao Ministério Público do Estado do Piauí quando é necessário fazer a supressão de uma árvore histórica, a exemplo de alguns oitis situados no Centro da cidade, informando também sobre sua devida compensação”, explica o gestor da Semam.

Em caso de dúvidas sobre o processo de autorização de poda e corte de árvores, a população deve entrar em contato com a Semam através dos telefones (86) 3225-5925 ou 3225-6555.

Projeto Margens Sustentáveis inicia reflorestamento da mata ciliar do Rio Poti

Com o envolvimento de várias organizações como a Prefeitura de Teresina, o projeto Margens Sustentáveis deu um importante passo na manhã de hoje (27) ao realizar o plantio de 300 mudas de árvores na área que margeia o Centro de Treinamento de Badminton e Pista de Atletismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), localizados no Setor de Esportes da instituição de ensino. O prefeito Firmino Filho esteve presente durante a ação e fez o plantio de mudas de ipês, espécie mais utilizada no início desse reflorestamento da mata ciliar do Rio Poti.

O projeto, coordenado pela ONG Moradia e Cidadania, conta com o apoio da Prefeitura através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam). Além disso, a Rede Pense Piauí, UFPI, Associação Reabilitar (Ceir), Infoway, Exército Brasileiro (2° BEC) Ministério Público do Estado do Piauí, Tribunal de Contas do Estado do Piaui, Embrapa, Codevasf e Emater têm contribuindo sobremaneira para a sua execução.

O objetivo do projeto é recuperar aproximadamente 14 hectares da mata ciliar do Rio Poti na área urbana da nossa cidade, inserindo cerca de 20 mil novas árvores. Ainda neste semestre, o trecho em questão da UFPI, que totaliza cerca de 2 hectares, deve receber o plantio de outras 2.400 mudas de plantas.

Antes do plantio, o chefe do Executivo Municipal esteve reunido, juntamente com o secretário da Semam, Olavo Braz, com alguns representantes das instituições parceiras do projeto, a exemplo do reitor da UFPI, Prof° Dr. José Arimatéia Lopes, e da vice-reitora, Professora Dra. Nadir Nogueira.

Firmino Filho pontuou que volta à UFPI com muita alegria, alegria em firmar uma parceria que vai contribuir, sem dúvida, para recuperar as margens do Rio Poti. “É com muita alegria que retorno à casa, é uma alegria poder contar com essa parceria. O plantio de uma árvore fala por si, pois interfere na realidade, em toda a crença de uma cidade mais agradável e um planeta mais sustentável”, destacou o prefeito de Teresina, acrescentando que esse plantio também é uma forma simbólica de expressar o compromisso da gestão com uma cidade mais verde, trazendo mais bem estar coletivo.

O reitor da UFPI considera importante esse ato de recuperar as margens do rio Poti, por isso se torna também uma responsabilidade da maior instituição de ensino superior do Estado contribuir com o projeto. “A UFPI não poderia ficar de fora disso, que é um ato importante, por isso também é responsabilidade nossa contribuir com a questão ambiental. Nos colocamos à disposição para ampliar as parcerias nesse sentido, sejam com ONGs, com Prefeitura ou com o Estado”, afirma o Professor Dr. José Arimatéia.

O tenente Sonny, do 2° Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), responsável pelo levantamento topográfico da área contemplada pelo projeto, esteve presente na ação socioambiental representando o comandante Alerrandro Leal, e disse que a instituição está disponível para contribuir ainda mais para o fortalecimento do Margens Sustentáveis. “Essa foi uma parceria iniciada pelo comandante anterior do 2°BEC, coronel Alessandro, e que deve ser continuada pelo comandante Alerrandro, porque consideramos de grande relevância esse projeto de reflorestamento das margens do rio Poti”, destaca.


MANUTENÇÃO DA ÁREA SERÁ ACOMPANHADA PELA SEMAM

Segundo o secretário Olavo Braz, a Semam deve acompanhar a manutenção das árvores, que ficam sob responsabilidade da UFPI. “A Semam vai acompanhar a manutenção dessas árvores, que acredito que serão bem cuidadas pela Universidade, sobretudo na época mais quente do ano, que é quando precisam de uma atenção maior. Faremos relatórios para encaminhar para o Ministério Público do Estado do Piauí, já que as mudas inseridas são oriundas de compensações ambientais”, explica o gestor, acrescentando que o órgão está disponível para ceder mais mudas na medida em que a instituição for solicitando.

Segundo o coordenador do Margens Sustentáveis e integrante da ONG Moradia e Cidadania, Engenheiro Civil Jamilton Lopes, o projeto, a cada etapa, vai buscar integrar ainda mais organizações e a população para contribuir com a melhoria do nosso rio Poti. “A cada etapa, esse projeto socioambiental vai buscar integrar mais entidades, como empresas e escolas, e população em geral, já que os benefícios deste serão desfrutados por toda toda a sociedade”, frisa.