O seu Antônio vive da roça, é produtor rural e sabe bem os perigos que uma queimada descontrolada pode causar em sua comunidade. Ele, que é o presidente da Associação de moradores do assentamento Nova Esperança, localizado as margens da BR-343, foi um dos anfitriões que fez questão de ressaltar a importância do trabalho de educação ambiental que vem sendo realizado em toda zona rural de Teresina através da Campanha contra as Queimadas.

“Estamos aqui hoje para aprender mais sobre os perigos que o fogo pode causar em nossas roças e em nossas casas. Peço aqui a atenção de todos para esse problema perigoso que atinge a nossa comunidade”, alertou o morador Antônio Alves.

A prática das queimadas é comum na zona rural. A queimada é uma técnica muito antiga e foi herdada pelos índios. O fogo era usado para eliminar restos de cultura e de exploração florestal, renovar pastos e para eliminar pragas e doenças agropecuárias.

“Mas o que de fato acontece é que o fogo empobrece o solo, causa desertificação a longo prazo e ainda pode acarretar incêndios descontrolados e matar a biodiversidade animal e vegetal. A campanha que estamos desenvolvendo quer chamar atenção pra isso. Educar para preservar, esse é o objetivo”, explicou Juliana Campelo, do Núcleo de Educação Ambiental da SEMAM.

Oficina de Compostagem ajuda moradores a repensarem o Meio Ambiente  

Entre as ações desenvolvidas no assentamento que fazem parte da campanha, a oficina de compostagem foi que mais chamou atenção dos moradores. Técnicos do NEA ensinaram sobre a prática da compostagem e seus benefícios: transformando resíduos orgânicos em adubo de qualidade para o solo e as plantas.

“Falamos sobre a prática da compostagem e seus vários benefícios: transformação de resíduos orgânicos em adubo de qualidade para o solo e as plantações; produção de biofertilizante, que deixa as plantações mais resistentes a pragas etc. (SIC) Ações como essas ajudam as pessoas a repensarem suas ações relacionadas ao Meio Ambiente. Queremos exatamente isso, fazer com que práticas antigas sejam substituídas por novas que protegem e preservam nosso Meio Ambiente”, pontuou a técnica do NEA.