Equipe se reúne com Niède Guidon em busca de parceria para Floresta Fóssil

Uma equipe de profissionais vinculados à Prefeitura de Teresina, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PI), além de outros profissionais renomados envolvidos no projeto de intervenção da Floresta Fóssil da capital, esteve no município de São Raimundo Nonato em busca de diálogo com a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).

A comitiva, que foi mobilizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), se reuniu com a presidente da Fundação, a arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, que há mais de quatro décadas descobriu os mais importantes registros dos primeiros homens nas Américas, e que até hoje é guardiã desse tesouro arqueológico. A pesquisadora é responsável pela criação do Parque Nacional da Serra Capivara, que além de abrigar centenas de sítios arqueológicos, conta com o Museu do Homem Americano e Museu da Natureza.

A intenção da visita técnica ao Sul do estado foi propor à pesquisadora a formatação de uma parceria entre o município e FUMDHAM, voltada para o suporte nos trabalhos de paleontologia do Museu da Floresta Fóssil, já que a Fundação possui expertise para tais fins. Niède sinalizou que vai receber a proposta formal, a ser elaborada pela Prefeitura de Teresina, e colocará em deliberação junto ao conselho da Fundação tal possibilidade.

A reunião também contou com a presença de duas integrantes da FUMDHAM, Rosa Trakalo e Elizabete Buco, que há anos acompanham Niède na missão de preservar as riquezas daquela região. Ambas estiveram reunidas anteriormente com os técnicos, com o objetivo de iniciar esse diálogo.

Para o secretário da SEMAM, Olavo Braz, o suporte da Fundação poderá ser elementar para o museu.  “A  intenção é oferecer uma exposição de conteúdos de forma pedagógica, utilizando a tecnologia para atrair os visitantes e chamar atenção para preservação da nossa riqueza paleontológica”, disse ele, que esteve à frente dessa visita técnica.

O gestor foi acompanhado da coordenadora de Captação de Recursos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), Carmen Neudélia; do coordenador da Central de Licitações do Município e Conselheiro do CREA-PI, João Emílio Lemos; do arquiteto da SEMAM, Júlio Medeiros; do também Conselheiro do CREA-PI, Valdemar Machado; do conselheiro do CAU-PI, João Alberto Monteiro; do arquiteto cearense José Sales, envolvido no projeto de intervenção da Floresta Fóssil; e do diretor de produção do Museu da Natureza, Sérgio Santos, profissional que integra a equipe do renomado diretor artístico e curador Marcello Dantas.

Visita aos museus e sítios arqueológicos

Durante a passagem pela região do Parque Nacional da Serra da Capivara, os profissionais visitaram também as riquezas locais, como o sítio arqueológico Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Cerâmica da Serra da Capivara e os museus ali instalados.

O Museu da Natureza, por exemplo, utiliza tecnologia de ponta, aliando interatividade e realidade virtual para contar sobre a criação do universo, com foco nas mudanças climáticas. A intenção é buscar a aplicação de algo similar no Museu da Floresta Fóssil, a fim de valorizar a exposição do raro acervo paleontológico existente, composto por troncos permineralizados que permanecem em posição de vida (vertical), datando de 280-270 milhões de anos atrás.

Sobre a Floresta Fóssil

Para oferecer uma estrutura para o visitante, a Prefeitura de Teresina vai realizar uma intervenção no Parque Municipal da Floresta Fóssil, resultado de uma parceria com CAF- Banco de Desenvolvimento da América Latina. Com a reforma, o Parque contará, por exemplo, com um Museu de Paleontologia, Centro de Apoio ao Visitante e um Bloco de Administração. A obra, cuja licitação está sendo finalizada, receberá um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.

A área é tombada desde 2010 pelo Ministério da Cultura. Mas ainda em 1993, através de um Decreto Municipal, foi assegurado como Parque Municipal da Floresta Fóssil do Rio Poti. O local guarda informações importantes que representam fontes de pesquisa para estudiosos, uma vez que fornece dados de como a paisagem e o clima foram modificados ao longo do tempo no Piauí.

SEMAM intensifica a manutenção do bosque na Floresta Fóssil

Uma área que compreende o Parque da Floresta Fóssil de Teresina recebeu na manhã desta quinta-feira (10) mais de 80 mudas de árvores como forma de manter o bosque criado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM). As mudas são do espécime ipê, compatíveis com a recomposição da área, margeada pelo Rio Poti.

Quando criada, em 2017, a área verde recebeu o nome de Bosque dos Vereadores. Antes, o espaço era utilizado como campo de futebol, mas, por determinação da Seção Judiciária do Piauí e acompanhamento do Ministério Público do Estado do Piauí, foi rearborizado.

De acordo com o secretário da SEMAM, Olavo Braz, o órgão tem se esforçado para manter os bosques criados nessa gestão. “Esse período chuvoso oferece boas condições para realizar plantios e replantios, por isso temos buscando intensificar essas ações. Assim como o Bosque dos Vereadores, outros que inserimos têm sido mantidos e acompanhados, sendo que alguns foram criados com apoio de outras organizações, a fim de facilitar esse trabalho de manutenção”, destaca o gestor.

O Parque da Floresta Fóssil de Teresina é tombado desde 2010 pelo Ministério da Cultura. Em 1993, através de um Decreto Municipal, foi assegurado como Parque Municipal da Floresta Fóssil do Rio Poti.

O local passará por uma intervenção cuja obra será executada pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte via CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. Com a reforma, o Parque passará a contar com um Museu de Paleontologia, Centro de Apoio ao Visitante e um Bloco de Administração.

SEMAM acompanha a descoberta de mais uma Floresta Fóssil

Um afloramento semelhante ao encontrado na Floresta Fóssil margeada pelo Rio Poti, na zona urbana de Teresina, também pode existir em uma área do povoado Boqueirão, às margens do Riacho São Vicente, na zona rural da cidade. O local guarda petrificações em posição vertical, que se assemelham a troncos vegetais fossilizados.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM) foi designada a ir ao local para realizar uma visita preliminar. O passo seguinte está sendo buscar profissionais da área de paleontologia para fazer testes que comprovem a veracidade e idade do material em questão.

O secretário da SEMAM, Olavo Braz, esteve no local e afirma que está buscando confirmar se esse afloramento é mais uma Floresta Fóssil e se existem outras petrificações nas proximidades, já que possui muitos indícios. “Fica em uma área bem preservada, em uma propriedade particular, onde não existem sinais de degradação”, acrescenta o gestor.

O afloramento foi identificado por um morador do bairro Socopo, juntamente com a proprietária do sítio onde essas petrificações se encontram. O material foi registrado por eles e encaminhado à Prefeitura de Teresina, que direcionou uma equipe da SEMAM para ir ao local.